Saúde da Mulher e da Família

Ecocardiografia Fetal

As cardiopatias congénitas são das malformações congénitas mais frequentes e cujo diagnóstico atempado poderá significar uma intervenção precoce e melhor sobrevida para o feto e/ou recém-nascido.
A avaliação cardíaca in útero, ou seja, durante a gravidez, realizada por um Cardiologista Pediátrico, tem indicações específicas, embora possa ser realizada por qualquer mulher/casal que deseje ter esta avaliação adicional.
O Ecocardiograma Fetal permite diagnosticar cardiopatias congénitas major, com elevada morbilidade e mortalidade. Não pode excluir, no entanto, algumas cardiopatias que só podem ser diagnosticadas no período pós-natal, ou seja, após o nascimento.
A idade ideal para realização de Ecocardiograma Fetal é entre as 20 e as 24 semanas de gravidez, embora em situações específicas, possa ser realizada noutras semanas de gestação.
O diagnóstico de cardiopatia congénita durante a gravidez, permite o aconselhamento dos pais, esclarecimento atempado da situação relativamente ao prognóstico e encaminhamento para o serviço de saúde com melhores condições para a realização do parto e assistência perinatal ao recém-nascido, assim como para serviços de referência em cirurgia cardíaca pediátrica.

Para além da referenciação pela obstetrícia em caso de suspeita de cardiopatia congénita, outras situações deverão ser sujeitas a ecocardiograma fetal:
Situações Maternas: Diabetes não gestacional, Fenilcetonúria, doenças reumatológicas, como Lúpus, consumo de medicamentos ou drogas de risco, como anticonvulsivantes, lítio, isotretinoína, etc.
Situações familiares: história familiar de malformações cardíacas, risco específico no feto de ocorrência de malformação cardíaca
Situações fetais: suspeita na avaliação obstétrica de cardiopatia congénita, diagnóstico de outra malformação congénita não cardíaca, arritmias no feto, translucência da nuca aumentada, etc.

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