Medicina Física

e Reabilitação Pediátrica

Medicina Física e Reabilitação

A chegada de um bebé traz ao seio de uma família muitas alegrias mas também muitos momentos de incertezas e preocupações, sendo comum surgirem dúvidas acerca do seu desenvolvimento, muitas vezes por comparação com as outras crianças.

Sabemos que as etapas do desenvolvimento infantil não ocorrem de forma estanque, cada criança segue o seu ritmo dentro do que é considerado normal. No entanto até que ponto pode ser considerado normal ou não? Quando devem as famílias procurar ajuda ou esperar?

Porque intervir precocemente é potenciar o desenvolvimento de cada criança a Equipa de Reabilitação Pediátrica (Fisiatra e Terapeuta do  Neurodesenvolvimento) pode ajudar através das Consultas de Prevenção.

Terapia do Neurodesenvolvimento

A Equipa de Reabilitação Pediátrica baseia a sua prática clínica no modelo do Neurodesenvolvimento que tem como objetivo final organizar no bebé respostas motoras e comportamentais adequadas ao seu estadio de desenvolvimento.

Este modelo é usado no primeiro ano de vida quando são detetadas desarmonias do desenvolvimento, sendo as mais comuns:

– Alterações de tónus (hipotonia, hipertonia);

– Torcicolos;

– Deformidades cranianas;

– Fraturas de clavícula e lesões perinatais do plexo braquial;

– Lesões posicionais dos pés no recém-nascido;

– Prematuridade;

– Malformações congénitas e síndromes genéticos;

– Espinha bífida;

– Lesões cerebrais

Apesar do primeiro ano de vida ser considerado crucial para o desenvolvimento da criança, existem ao longo da infância várias etapas chave que devemos estar atentos para poder atuar preventivamente minimizando possíveis alterações quer a nível postural, motor ou cognitivo.

“Todas as crianças podem beneficiar que os seus pais aprendam a identificar e organizar os seus estádios motores e comportamentais dentro do desenvolvimento normal.”

É a partir da análise e do conhecimento dos padrões e esquemas de funcionamento normal (posturais, motores, propriocetivos, linguísticos, comportamentais ou quaisquer outro) que podemos inibir o aparecimento ou a instalação de padrões pervasivos para o desenvolvimento e facilitar a experiência e a integração de padrões normalizantes nos esquemas comportamentais da criança, funcionalizando-os num contexto ecológico de forma a poder melhorar o seu nível transacional (Carlos Machado, 1999).

Devido à sua plasticidade o Sistema Nervoso Central pode ser modificado através de experiências sensório-motoras adequadas em fases precoces de desenvolvimento.